sábado, 20 de novembro de 2010

O governante e a... Governanta?


TOMO I

Era uma vez um país onde o povo era, na maioria, ridículo.

Neste país de pessoas - em geral - ridículas, a palavra lepra (que designava uma doença já antiga na humanidade) foi rebatizada para hanseníase. Isso se deu em favor do "estigma" que aqueles acometidos pela doença sofreriam. Todo mundo ovacionou a decisão.

Mas o que nem todo mundo (porque muitos eram ridículos) percebeu é que a doença - que podia ser erradicada (ou considerada, grosso modo, como tal) não foi combatida e, mais que o "estigma" malvado, o que se sucedeu foi que o país conseguiu galgar o posto mais alto de incidência mundial.

Esse mesmo país tinha o costume de se espelhar em um outro, mais ao norte... País que não alterou o nome da doença para hanseníase e, embora tenha optado por arcar com o peso de tal estigma, não tinha tantos cidadãos com lepra assim.

Moral da história: o país das pessoas ridículas não tinha um cidadão com lepra, mas tinha muitos com hanseníase. O outro, não tinha pessoas com hanseníase E NEM com lepra.

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TOMO II

Um território pouco sério (Nota: Dizem os historiadores que ficava ali, encostadinho no País das Maravilhas de Lewis Carroll e era mais absurdo e non sense que este) teve um governante realmente bem intencionado em certa feita. Mas com os anos, este, ciente de que seu povo era na maioria ridículo, deixou o cargo. Assumiu no seu lugar, uma GOVERNANTA.

Muitos (ridículos) receberam a notícia como se a cultura geral dos cidadãos deste território tivesse dado um salto ao futuro, pois evidenciaria um avanço na igualdade de gênero.

Assim, esse território resolveu grafar como debutante aquele que debuta e debutanta, aquela que debuta (v. fr.: débuter; Começar, iniciar) . O concorrente, por sua vez, era aquele que concorria e concorrenta era usado para o feminino.

Por extensão, passaram a usar eloquentaestudantadirigenta militanta (ao invés, respectivamente, de eloquente, estudante, dirigente e militante) até que os ridículos se uniram e consideraram que a equidade entre gênero se resolveria ao chamar de presidente aquele que preside e PRESIDENTA aquela que preside.

Assim, este território (que continuou a pagar, em média, menos para as trabalhadoras que desempenhavam as mesmas funções que os trabalhadores) deu-se por satisfeito o assunto.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A propósito de Enem.

Algumas considerações sobre o Enem, complementando mais este excelente post de Reinaldo Azevedo. No momento em que a prova passou a ser parte ou até o todo da avaliação para ingresso na universidade, perdeu o sentido de medir a qualidade do ensino médio. Hoje a prova virou parte da média para ingresso na universidade pública. Também é parte do critério - a outra parte é renda - para obter uma bolsa do Prouni, que permite ingressar gratuitamente ou pagando apenas 50% do preço nas universidades privadas. Infelizmente, como nenhuma instituição de ensino gosta de ser avaliada, o Enem perdeu completamente o sentido. E tirar o sentido das coisas é a maior especialidade do petismo.Criou-se um grande pacto de mediocridade. A escola aceita o Enem porque não é penalizada em nada pela baixa qualidade do aluno que forma. A universidade aceita o Enem porque é obrigada para ter isenção de impostos garantida pelo Prouni ou receber as verbas liberadas pelo MEC.  O aluno não fala absolutamente nada porque é obrigado a fazer ou não entra na universidade. E por aí vai.

Lula colocou lobista amigo dentro da Anatel e todo mundo saiu ganhando: a Oi, o filhote Fabinho...


Da Folha de São Paulo:

A Justiça Federal determinou à Anatel o afastamento imediato do sindicalista José Zunga Alves de Lima do conselho consultivo da agência. Zunga foi indicado ao cargo em março de 2008 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem é amigo pessoal, como representante da "sociedade civil" mesmo sendo funcionário da Oi. Segundo a ação do Ministério Público Federal, houve irregularidade na nomeação de Zunga, uma vez que a agência tem como atribuição administrar conflitos de interesse entre empresas e usuários, tarefa que exige autonomia e independência em relação ao mercado. Como houve recurso da Anatel e do sindicalista, Zunga continua no cargo até a decisão final da Justiça. Na época da nomeação, ele era assessor técnico do Projeto Educação Digital da então BrT (Brasil Telecom).

O conselho consultivo da Anatel é uma exigência da Lei Geral das Telecomunicações, de julho de 1997, e tem a atribuição de opinar, antes do encaminhamento ao Ministério das Comunicações, sobre os planos de outorgas e de metas para universalização de serviços e outras políticas do setor. Não há remuneração. O órgão é composto por 12 integrantes, divididos entre representantes do Executivo, do Senado, da Câmara dos Deputados, da sociedade, dos usuários e das concessionárias de telefonia. Oficialmente, o nome de Zunga foi indicado em lista tríplice encaminhada a Lula pelo Instituto Observatório Social de Telecomunicações, na cota de representantes da "sociedade civil". A ONG é presidida por ele mesmo.

O sindicalista tomou posse quando o conselho discutia mudanças no Plano Nacional de Outorgas, proposta aprovada em novembro de 2008. Foram essas mudanças que deram amparo à polêmica fusão Oi-BrT. Amigo de Lula e personagem ativo da campanha de Dilma Rousseff, Zunga costuma atualizar o presidente sobre assuntos da Anatel.

Em agosto de 2009, o sindicalista chegou a acompanhar Fábio Luis Lula da Silva, filho do presidente, e dois sócios dele à sede da Portugal Telecom. Foram conhecer possíveis novos negócios da Gamecorp, empresa de Fábio Luis, na internet. A Anatel foi notificada da decisão judicial em 6 de outubro, três dias depois do primeiro turno da eleição. A Folha apurou que a agência tratou o assunto como sigiloso e decidiu ingressar somente na semana passada contra a decisão para evitar mais desgastes à campanha de Dilma, que já sofria abalos naquela ocasião. A Justiça determinou ainda que, a partir de agora, União e Anatel devem exigir de todos os candidatos ao conselho consultivo"comprovação de que não são sócios nem possuem vínculos empregatícios com empresas de telecomunicação".

Começam a sair do armário os esqueletos da "Joana D'Arc da subversão". Assaltos, roubos, atentados à bomba...

É tática de defesa. Qualquer bandido sabe que, para tentar anular uma confissão ou uma delação premiada, deve dizer, na hora do julgamento, que foi obrigado a confessar sob tortura para desqualificar o  próprio depoimento. Ontem, o advogado do primeiro réu pelo assassinato do prefeito petista Celso Daniel alegou exatamente isso: foi torturado. Abaixo, reportagem de O Globo sobre a participação da então guerrilheira e terrorista Dilma Rousseff na luta armada. Clique na imagem para ampliar e ler a matéria.


Dilma chora entre os porquinhos.

Escudada pelo Porquinho Dutra e pelo Porquinho Cardozo (faltou o Porquinho Palocci), Dilma se emociona no encontro do PT. Tocante!